domingo, 19 de setembro de 2010

The Vampire Diaries: Brave New World


A essa altura do campeonato e com o furor que Katherine causou em The Return seria difícil imaginar que um episódio sem ela (podemos dizer que é um filler?) pudesse ser maravilhoso, mas foi esse o caso de 2.02 - Brave New World, a prova de que os roteiristas de Vampire Diaries não perderam a mão e até se aprimoraram.

Sei que estamos a recém na 2ª temporada, mas eu estava com medo de que todo aquele clima legal que a série vinha construindo desde a metade da primeira fosse se dissipando com o passar do tempo. Ninguém pode negar que The Return foi um episódio à parte de TVD. Mas, então, vemos que a identidade não se perdeu, o que não impediu que acontecessem reviravoltas, ainda mais, com elementos já presentes dentro da trama.

Interessantíssima a maneira como abordaram Caroline. Alguns podem dizer que não gostam dela, mas não podem negar que Caroline já é parte de Vampire Diaries. Ora, ela é chata e etc., mas é importante para que, no meio de vampiros e bruxas (lobisomens?), tenhamos uma conexão com o mundo real. O fato é que ela contrasta com o resto do elenco e ser chata é, na verdade, seu charme. Agora, entretanto, Caroline pode ser tudo, menos chata.

Uma vampira nova no pedaço não é novidade, né, Vicky? Porém, tem que se aplaudir a forma como os produtores da série trataram o tema. Não exageraram no drama e no terror, ambos em doses certas, e conseguiram surpreender. De repente, a personagem que foi pouco aprofundada na primeira temporada, mas, nas vezes que foi, muito bem, se torna o núcleo dessa confusão digna de Katherine e a única coisa que você quer saber é o que vai acontecer com ela.

Enquanto o carisma, especialmente, por ter dado uma lição em Damon, e a sensualidade de Caroline só aumentam com sua versão vampiresca, o de Bonnie está em baixa. Afinal, ninguém gosta de alguém que se faz de mártir. Minha querida, até eu tenho mais motivos pra matar o Damon do que você. Isso só prova que, não tem jeito, seu destino está nos braços do irmão de Stefan, mesmo eu achando que isso é ressentimento por você ser a única que não terá sua versão sexy e maquiada...

Falando em matar Damon. O que a Elena toma? O Damon inferniza a vida dela e mais cedo ou mais tarde os dois estão amiguinhos, agora, ele esbarra em alguém na rua e nego já vem correndo com uma estaca pra cima do cara. Bom, mas, pelo menos, Jeremy já passou dessa pra uma melhor. O que você acha que Damon fez com aquela estaca?

Esse é um talento da série, pegar personagens e os colocar em um outro ângulo, fazer com que o público o veja diferente. E isso funcionou no caso de Caroline. Espero que façam isso com Matt. O cara deve ter um monte de fãs pedindo pra isso e prevejo um drama interessante, com ele sabendo que Stefan matou sua irmã vampira e que a sua namorada também é uma delas. Ah, alguém notou que foi só a Caroline pegar nele mais forte que o Matt já se apaixonou? Deve ser por isso que ele joga futebol.

A única coisa que coisa que comentarei sobre Tayler-faz-três-esportes-na-escola é que, com certeza, ele e o tio vão se transformar em macacos. Que pulo foi aquele?

Por fim, Brave New World foi muito superior que o anterior e não aceito que seja um filler só porque não focou em Elena e Stefan. Já faz muito, considero Mistyc Falls o personagem principal. A única coisa que eu queria é que, na última cena, Katherine aparecesse ao longe, olhando pra roda gigante com um olhar malicioso, e apartasse um botão de detonação, fazendo o brinquedo explodir. Então, o episódio terminaria com uma risada maléfica...

sábado, 18 de setembro de 2010

A Origem


Demorei um pouco pra falar sobre esse filme, mas, quem viu sabe, A Origem é uma daquelas coisas que nos deixa meio confusos das idéias. Algo que nos faz não pensar em nada além dele, durante a volta do cinema pra casa, arranjando motivos para odiá-lo e amá-lo ao mesmo tempo, ou simplesmente entendê-lo.

A Origem é quando um drama de ficção cientifica profundo e inteligente encontra Hollywood. Uma idéia interessante, mas complexa, fica ainda mais complicada, misturada com um monte de cenas de ação maçantes e que não ajudam em nada no andamento da trama. Porém, não há como sair do cinema sem pensar e repensar no que acabamos de ver. E algo que faz as pessoas pensarem e é pauta de conversas e teorias pode ser considerado uma obra de arte.

O ponto forte do filme é justamente a idéia. Não a idéia que o grupo de ladrões de sonhos tem que implantar na mente de outra pessoa, mas a idéia de o fazer. Sonho é uma coisa universal, porém, mesmo assim, pode-se dizer que é complexo para o ser humano. Eu tenho certeza que viagens pelos sonhos não é algo inédito, mas nunca foi mostrado de uma maneira tão intensa e brilhante como agora.

O longa tropeça na elaboração desse tema, já que o background é perfeito, culpa quase que exclusivamente das cenas de ação que não casam com aquilo que realmente é mostrado. A maneira “didática” que nos apresentam o mundo e as regras na primeira seqüência do filme, aliás, onde a trama flui bem melhor que no clímax e no final, fazendo o público acreditar que um esplendido longa se desenvolverá dali, juntamente com a elaboração do plano de inserção, entra em conflito com a hora de conectar as pontas.

Quando o público quer saber o que vai acontecer, são mostradas imagens de fuga no gelo e tiroteio, sendo que a nossa atenção está realmente na resolução do conflito e no drama de Cobb. Dá vontade de pegar o controle remoto e passar o filme pra frente. Não que as cenas de ação sejam mal feitas (muito melhores que vários filmes de ação de hoje em dia, especialmente, na técnica), porém, não parecem agregar em nada. O plano da inserção e seu desenvolvimento é interessante, mas se torna tedioso conforme vão aparecendo trens fora dos trilhos e perseguições na neve.

O monstro do subconsciente de Cobb, sua mulher Mal, é algo que puxa a nossa atenção até o final do filme, mas a resolução do mesmo não me agradou. Um flashback explicou o grande mistério de A Origem, que, como drama, foi um desfecho espetacular, mas o que me incomodou foi o que fizeram com essa descoberta. Digamos que, logo depois, veio outro mistério, só que esse não é resolvido. Mas é aí que eu me pergunto: acabar com os monstros do subconsciente de Cobb era o objetivo central? De repente, aquela trama em paralelo toma o lugar do que motivou quase todos os personagens.

Na parte de ficção cientifica, A Origem é o melhor exemplar dos últimos anos, com certeza. E no drama também não fez feio. Mesmo só dois personagens sendo aprofundados, a atuação e os pedaços que se encaixam lá no final corroborou em cenas emocionantes e belas construções de personagens. Até mesmo na parte da trama que poderia ser chamada de drama policial, junto com o grupo de ladrões bem entrosados, fez com que o filme suspirasse no meio de tanta tensão.

Uma observação para a trilha sonora do longa, que é simplesmente fantástica e um dos maiores méritos dele. Hans Zimmer a cada filme se supera.

No final, me deu uma sensação de que, entre cataclismas, pouco realmente foi explicado e, para compensar isso, a resolução do filme fica em aberto (o famoso é ou não é?). Porém, Inception é um longa-metragem com um plot genial e excelente em sua concepção e merece ser assistido.

Gossip Girl: Belles du Jour (Season Premiere)


Não nego que senti medo pelo o que estava por vir em Gossip Girl. Depois de uma 3ª temporada mediana, essa era a chance da série de mostrar que esse ano será diferente. Nós sentimos essa vontade de “ressurgir das cinzas” no final da temporada anterior, porém, é agora que o bicho pega. Tempo pra pensar e ver onde que tava o erro e procurar trazer o melhor da série para a tela eles tiveram, basta colocar isso em prática, justamente no momento em que GG tem o pior histórico. Season Premiere.

Belles du Jour não foi ruim, mas também não foi uma maravilha de episódio. Justamente pelo trauma que a 3ª temporada causou nos fãs, eles preferiram não nos assustar de primeira, tentando uma refamiliarização com o ambiente dos milionários de Manhattan, especialmente com as mudanças como a falta da Jenny e a ida de parte do elenco para Paris, antes de reviravoltas na trama. E geralmente o resultado de muita cautela é... o tédio.

Pois é, houve uma linha muito tênue entre introdução e tédio nesse 4.01. Confesso que Gossip Girl já soube fazer episódios, onde não havia muito da trama, bem melhores (pelo menos, divertidos), o que é uma surpresa, já que estávamos em Paris. Poxa vida! Paris, acho que todos concordam comigo, é a cidade perfeita para termos essa revitalização em GG. Mas o que realmente vemos é uma historinha digna de sessão da tarde, com direito a príncipe que se finge de motorista e clichês até da própria série. Serena causando ciúme involuntário em Blair e brigas por causa de universidade?

O melhor do episódio foi rever Blair. Elas mesmas disseram, o ano anterior foi horrível pra Queen B., que passou uma temporada inteira dentro da suíte do Empire, ora realizando fantasias sexuais, ora tentando ser... popular na NYU. O fato é que eu gosto da personagem, e até do clichê “sou mala tentando ser perfeita”. O background de Paris deu um charme a mais a ela, pelo menos, a cidade nos tirou daquela escuridão que tinha tomado a reta final da série, porém, faltou um pouco da bitch que há em seu interior, que foi pessimamente representada ao jogar Serena dentro da fonte. Acho que só com a volta da Jenny, ou Chuck e, talvez, uma outra vilã.

Falando em vilã, Nate arranjou mais uma namorada louca de início de temporada, que vai desaparecer daqui uns 5 episódios. Pra que, se no final ele vai ficar com Blair ou Serena? E essa Juliet foi o plot mais interessante, equiparando com o retorno de Chuck, desse episódio. Bom, a Gossip Girl a gente já sabe que ela não é e duvido que o alvo seja mesmo o Sr. Archibald. Por que alguém se interessaria em atingi-lo? Dinheiro? Uma pessoa que queira grana e leia GG colocaria o nome de Nate em último lugar na lista de milionários para dar golpe. Se fosse assim, ela passaria na frente de Jenny na hora de consolar o Chuck. Pra mim, ela é alguma coisa daquele homem que a Serena matou...

Georgina, pelo menos, serviu pra movimentar a patética vida de Dan, ainda mais, sem o pessoal que realmente agita aquela ilha. Com o passar do episódio, se tornou óbvio que ela abandonaria o bebê. Depois, com certeza, voltará toda arrependida, reclamando o filho e dizendo que só o abandonou pra dar uma família melhor a ele. Se GG fosse novela mexicana, eu diria que daqui a uns 20 anos. A chata da Vanessa está de volta. É claro que a chatice e, agora, a recalcadisse nunca a abandonarão, mas eu gostei da agressividade dela.

Serena fez o seu papel de It Girl, ou seja, balançar seus longos cabelos loiros pelas ruas de Paris, que foi o máximo que a personagem conseguiu evoluir, além de servir de personagem escada para Blair, afinal, esquizofrenia ainda não ta na moda e ela não pode falar sozinha. Um dia, quem sabe, teremos a narração em OFF de B...

Pra finalizar, Chuck. Se passar por outra pessoa em algum outro lugar do mundo é a cara de milionário excêntrico. Vejo muito potencial nessa história, mas não quero criar expectativas, pois a decepção é quase certa. Talvez seja essa uma metáfora para a própria série, que também cruzou o atlântico em busca de redenção. Agora, aquela loirinha parece ser uma outra espécie de louca, do tipo passional, e vai dar muito trabalho a Blair, que vai sentir saudades da Jenny, aposto.

Como sempre, o segundo episódio sempre arrebenta, então, esperaremos por ele.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

The Vampire Diaries: The Return (Season Premiere)


O retorno da série que eu mais aguardava dessa Fall Season não decepcionou, mas faltou alguma coisa... a cereja do bolo, quem sabe. Porém, só a mera presença dela, uma das maiores divas da TV, foi o suficiente para tornar The Return um espetáculo, ou melhor, uma homenagem a nós, fãs, que estávamos doidos para vê-la desfilando por Mystic Falls, desde que soubemos que ela estava “viva”.

The Return foi um episódio de transição da primeira temporada para a segunda, mostrando vários novos plots e encerrando os ainda em aberto. Talvez esse seja o motivo das expectativas criadas durante os meses de espera, que só aumentaram com o decorrer do episódio, não terem sido totalmente sanadas, já que vemos um pouco de tudo e não houve um foco realmente. Ao contrario da primeira temporada, agora, existem muito mais núcleos a serem explorados de alguma forma, por isso tivemos um festival de situações e as perguntas sobre o que Katherine estava ali não foram respondidas.

Não há quem não relacione Katherine com o papel que Damon exercia no início da primeira temporada, até mesmo o próprio percebeu isso. Mas a sósia de Elena, de sua maneira, deixa as coisas muito mais tensas, já que existe toda uma mitologia, uma áurea criada na mente dos telespectadores, somado ao fato de nós já conhecermos o resto dos personagens. O alvoroço que ela criou na cidade e a reação que cada personagem teve ao encontrá-la foi um pouco do que o público sentia, imagino, ao ver Kat interagindo no mundo de TVD. Afinal, quem não idealizou isso, até mesmo antes de sabermos que aconteceria? E essa foi a graça.

Por isso, disse que foi uma homenagem aos fãs. Afinal, foi mostrado tudo aquilo que estávamos ansiosos pra ver. Aquilo que Vampire Diaries já é mestre em mostrar. Pode ver que as principais marcas da série na primeira temporada estão em The Return, só que de um ponto de vista diferente. A trama não andou muito e as perguntas não foram respondidas, mas o modo como essa questões surgiram divertiu.