sexta-feira, 4 de junho de 2010
Glee: Funk

O tema desse episódio foi depressão, fossa, funk, tudo que é comum no mundo dos losers do Glee Club. Não foi uma trama inteligente ou surpreendente, mas conseguiu ser algo engraçado e bom de se ver, com apresentações musicais um pouco aleatórias e sem nenhuma necessidade, como a de Puck e Finn na loja de Terri (Loser), mas com outras divertidas, como a de Puck, Finn e Mercedes cantando Good Vibrations.
Um dos pontos fortes de Funk foi o clima de disputa que trouxeram para a série. Acho que foi um erro o Vocal Adrenaline não ter tido uma maior participação nessa temporada, já que eles são o contraponto do Glee Club, os inimigos, não que já não tenhamos um hall de inimigos bons, se bem que eu considero Sue Sylvester uma anti-heroína.
Ah, Sue Sylvester. A melhor personagem dessa série, como disse acima, deu mais uma vez um show. Os roteiristas conseguiram aprofundar a personagem sem descaracterizá-la. Isso foi magnífico. Realmente ela tem química com Will, mesmo suas cenas nesse episódio sendo um pouco estranhas à primeira vista (pra não dizer vergonha alheia). Ninguém pode discordar que ficou meio estranho o jeito como Will se insinuou para Sue. É impressão minha, ou houve uma confusão de gêneros ali?
Eu gosto da Terri. Seu núcleo tinha alguma coisa que faz falta em Glee. A dinâmica do casal era interessante e penso que ficou muito óbvio a separação deles para que Will ficasse com Emma, o que até agora não deu em nada. A acho uma personagem interessante e pode ser muito mais explorada, mas não sei se a melhor forma para isso é formando um casal com Finn. Veremos, então, qual será seu destino na série.
Achei boa também a participação de Rachel e Jessie, mesmo que o retorno dele para o Vocal Adrenaline tenha sido muito mal explicado. Cada um é líder de uma das pontas do conflito e o fato deles terem sido namorados torna o confronto ainda mais interessante. Mas não posso tirar a razão de Jesse em querer voltar para o Vocal Adrenaline. Ja que estamos em uma disputa por sonhos, não podemos julgar alguém que opta pela melhor chance de alcançar o seu, ainda mais que até os mais fieis membros do Glee já deram uma passada no lado negro da Força. Aliás, esse é o único casal interessante, no momento, na trama e, apesar de entender essa separação, espero que eles continuem juntos, além de formar um triangulo romântico com Finn. Como já disse antes, mesmo achando legal Rachel com Puck, penso que relacionamentos não fazem o tipo dele e metade do elenco querendo a Rachel e a outra metade, o Finn, ficaria forçado.
Outra coisa que eu não entendi é Shelby ainda ter ficado na série depois daquela separação maternal embalada por Poker Face. Quer dizer que o que ela não quer é ser mãe? Acho que isso é subterfúgio para que não haja nenhuma ligação entre o Glee com o Vocal Adrenaline nas Regionais, mas então que não fizesse esse envolvimento (o que, como disse na review de Theatricality, acho que não era a idéia inicial) ou não o revelasse agora. Mas o que importa é que, assim como o diretor Figgins, gosto da Shelby como líder do VA.
Os números musicais foram bonitos, mesmo que com um pouquinho do exagero costumeiro de Glee e algumas escolhas infelizes de músicas. Aliás, acho que o fato do VA ter ficado deprimido com o último número do episódio (Give Up The Funk) foi extremamente psicológico por eles nunca terem conseguido fazer uma apresentação de Funk, pois, ta bom, foi divertido, mas ficou aquém da apresentação dos seus rivais (Another One Bites the Dust) lá no começo de Funk, mesmo que divertido.
Quinn e Mercedes se mostraram ser uma dupla interessante e com uma trama sem exageros e que conseguiu me agradar. Quinn esteve com um plot muito bom desde o começo da série, sua gravidez, mas por algum motivo isso não foi interessante de ser trabalhado pelos roteiristas desde que Finn descobriu não ser o pai. Já Mercedes teve um destaque maior nesses últimos episódios. Bom, pelo visto, estão tentando recolocar Quinn de novo na trama, já que ela vem parecendo meio perdida. Eu sinceramente acho que o papel dela já foi comprido na primeira metade da temporada e agora só estão tentando dar um desfecho para personagem. Fora isso, não tenho nada que reclamar da ex-cheerio (pelo menos, não pecaram por excesso) e nem da nova cheerio.
Se a season finale dessa primeira temporada de Glee, que foi muito boa no geral, manter o nível do último episódio antes do hiatus, posso dizer que as Regionais serão espetaculares. Acho que já chega de preliminares, né, está na hora de mostrar a apresentação principal.
Até as Regionais, então!

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