domingo, 13 de junho de 2010
Glee: Journey (Season Finale)
Glee começou sendo muito elogiada pela critica, mas foi na segunda parte da temporada, que atingiu seu sucesso absoluto, se tornando um hype entre adolescentes e adultos também. Isso, de certo modo, foi até um problema para a série, que acabava ficando um pouco engessada e com episódios repetitivos, mas terei que dizer que, mesmo quando ela errava, conseguia divertir.
O final não poderia ter sido melhor. Glee mostrou o seu melhor em todos os sentidos, tanto nas músicas, quanto na história, voltando a abordar o seu plot máximo, a busca desses jovens deslocados por um lugar. Aliás, Journey teve uma grande relação com o piloto da série, talvez tenha sido esse o motivo da periodicidade em alguns episódios, sendo que várias das tramas que eu estava querendo que Glee explorasse, há bastante tempo, foram desenvolvidas agora.
A trama de Puck e Quinn era algo que foi meio que deixado de lado pelos produtores. Depois que Finn descobriu não ser o pai da criança que Quinn estava esperando, ela deu uma sumida da série, aparecendo algumas vezes como conselheira de Mercedes, e eu realmente gostei dessa amizade que se formou. Mas em Journey, Quinn roubou a cena, dando a luz a Beth, naquela brilhante seqüência com a apresentação do Vocal Adrenaline, digna de season finale mesmo. Não podemos discordar que até que o Vocal Adrenaline não ganhou o premio por nada.
O nascimento de Beth fechou uma outra trama, a de Shelby. Eu já tinha dito, na review de Theatricality, que seria interessante Shleby se envolver no núcleo de Quinn, e isso se concretizou. Ainda que eu tenha achado forçada a maneira como ela saiu da trama, sem ao menos querer manter um relacionamento com Rachel, também gostei do modo que terminou, se bem que a opção que Rachel a deu de comandar o Glee Club junto com Will teria sido muito mais interessante, mas quem sabe na segunda temporada isso não aconteça?
Acho que Jessie conseguiu cumprir seu papel como o vilão da história, mesmo, assim como como Shelby, não tendo havido sentido na sua transição para o mesmo. Gostava do casal que ele formou com Rachel, mas concordo que o melhor é ela ter ficado com o Finn, para que no futuro não haja uma confusão de quem é o mocinho da trama, e acho que ele deveria voltar para a segunda temporada. Aliás, sua apresentação pode não ter sido melhor que a do New Directions, mas conseguiu ser intensa.
O casal Rachel e Finn poderia ter sido desenvolvido de uma maneira melhor ao longo da temporada, mas nós sabemos que eles iriam acabar juntos de qualquer forma, desse modo, acho que os roteiristas não quiseram focar somente neles, o que é algo bom, já que temos uma variedade grande de personagens. É certo falar que muita coisa ficou em aberto, mas como Glee foi renovada até a 3ª temporada, acho que temos tempo para desenvolver coisas que não foram desenvolvidas.
O resto do grupo, Mercedes, Kurt, Artie e Tina, tiveram seus arcos fechados nos episódios anteriores e só vieram somar nessa season finale. Acho que eles formam um grupo entrosado e que conseguiu fazer com que eu gostasse deles. Claro que, em alguns casos, esses personagens ficarem meio perdidos e suas histórias, repetitivas, mas ainda assim Glee tem um dos melhores elencos, onde nem o elenco de apoio, como Brittney, Santana e o Diretor Figgins, fica de fora, ou até mesmo Mick e Matt, que finalmente tiveram falas decentes. Espero que alguns desses que eu falei sejam mais e melhor explorados na segunda temporada, aliás, Britt e Santana já fazem parte do elenco fixo da série.
A apresentação do New Directions foi, como sempre, muito bem feita, mas o bom desse episódio é que ele não se apoiou somente em suas músicas, como em outras vezes, que só vieram para complementar o espetáculo. Ainda teve o bônus de cantarem a música que a própria Glee ressuscitou, Don’t Stop Believin’. Definitivamente essa foi uma das melhores coisas do episódio. Depois de homenagear tantos cantores, a série resolveu homenagear a si própria e aos fãs que, assim como eu, devem ter adorado relembrar o Piloto de Glee.
Não canso de repetir que a melhor coisa de Glee foi Sue Sylvester. Que personagem magnífica! Toda aquela a sua arrogância e imponência, os seus trejeitos, mais do que nunca, expostos nessa season finale, formam uma personagem muito forte e carismática, mas, acima de tudo, engraçada, Sue Sylvester é pura comédia. E mais uma vez a treinadora roubou a cena. Na verdade, eu nunca a considerei uma vilã, mesmo ela cumprido esse papel muito bem, sempre achei Sue mais como uma anti-heroína. Em Journey, ela se transformou na mocinha, mas não perdeu o seu charme de vilã, o que é a melhor coisa da personagem, e os roteiristas se aproveitam bem disso. Vimos que Sue tem muito mais a ver com Glee que até ela mesma achava e, se é bom vê-la por cima, é melhor ainda vê-la contra a parede, o que aconteceu na maravilhosa cena do júri das Regionais.
Mesmo não gostando de Will com o mesmo afinco com que gosto de Sue, admito que o personagem foi o que tornou o Glee Club realidade e sem ele a série não existiria, só que eu não posso deixar de falar que o personagem se tornou um pouco chato desde que separou de Terri. Sua trama com Emma, uma personagem que eu gosto bastante e que não foi muito bem aproveitada desde o retorno do hiatus, aliás, o que tentaram compensar em Journey, não foi elaborada como deveria, mas gostei da ênfase que deram ao casal nos 45 minutos do segundo tempo, mesmo assim.
Eu já estava esperando a música que seria cantada pelo New Directions para encerrar a temporada, mas Glee também não é tão clichê assim, né? O recado dado ao Mr. Shue também foi muito bom, uma coisa meio discurso de final de ano letivo, mas foi válido e a conversa de Will e Sue também foi um bom encerramento. Além disso, tivemos a apresentação do professor aos alunos, que fechou de uma forma bonita e sutil essa primeira e muito boa temporada da série.
Glee tem um grande potencial e, apesar de cometer alguns deslizes, quase nunca deixou de me divertir, além disso, foi ela que trouxe de volta, ou melhor, mostrou ao público jovem o espírito do musical, e me atrevo a dizer que, de certa forma, da música também. A industria musical pop, hoje em dia, é muito fechada à certos tipos de música, e Glee se tornou uma excelente janela para mostrar um pouquinho de músicas e tipo de músicas que a maioria das pessoas que a assistem não teria como ter acesso.
Esperemos, então, pela segunda temporada!


0 comentários:
Postar um comentário