domingo, 11 de julho de 2010

Toy Story 3


Toy Story foi o filme que marcou a história da animação para sempre. Uma história de companheirismo, como poucas vezes se viu antes, e que foi um dos pilares que fez da Pixar, o estúdio do qual até agora não se teve noticias de erro, o que é hoje. Agora, chega aos cinemas a terceira e última parte dessa história, que se tornou a melhor.

Depois de tanto tempo, fiquei meio surpreso quando soube que haveria um terceiro capítulo da maravilhosa franquia Toy Story. Talvez tenha passado pela minha cabeça que esse seria mais um truque de estúdio para ganhar dinheiro, ressuscitando uma franquia que fez sucesso no passado para explorá-la e manchar o seu nome e sua imagem perante os fãs. Toy Story 3 é simplesmente o contrário disso.

Andy cresceu e está indo pra faculdade, então, é preciso que ele dê uma finalidade aos seus antigos brinquedos, com os quais não brinca já faz muito tempo. Por uma daquelas confusões típicas de Toy Sotry, todos os brinquedos são doados para uma creche que, a primeira vista, parecia o sonho de qualquer brinquedo que estava deprimido por não ser mais utilizado por seu dono, mas que, depois, se mostra um horrível cativeiro comandado por um ditador em pele de urso de pelúcia.

Começa, assim, mais uma saga para voltar pra casa, mas o diferencial desse filme é que “que casa?”. Isso mostra o brilhantismo dessa história, a qual seus conflitos não se resumem a um jogo de videogame assistido, existe profundidade. Essa profundidade faz com que uma trama sobre brinquedos se torne universal e nossa identificação com eles seja irrefutável. Nós nos tornamos um brinquedo, quando na verdade somos o Andy, o que percebemos, algumas pessoas, com lágrimas no olhos, no fim.

O principal plot de Toy Story 3 é a separação inevitável de Andy e seus brinquedos, a qual já existe desde o começo do filme, mas nem agente nem eles nos damos conta disso. Andy cresceu e precisa continuar sua vida, agora como adulto, indo pra faculdade. Não é isso que sempre acontece? São nesses momentos em que tentamos lembrar o que aconteceu com os nossos brinquedos de quando éramos crianças, dos quais tínhamos certeza de que nunca iríamos nos separar.

O filme não chega a ser triste, mas tem uma bela dose de nostalgia e melancolia, mas essa é utilizada sem ser apelativa e piegas, de uma forma leve, tornando Toy Sotry 3 um filme emocionante, mas também divertido, que você nem sente o tempo passando enquanto o assiste, uma das inúmeras obras primas da Pixar.

Temos cenas de comédia muito engraçadas também, que ficaram a cargo de Barbie e Ken, dois novos personagens que se destacaram devido ao seu carisma e também pelas referências aos dois ícones da Mattel, mas tudo muito sutil, pois, apesar de ser uma animação, Toy Story 3 é um filme de drama/ aventura.

Os novos vilões foram um acerto. O bom foi ver que os roteiristas não se acomodaram em criar situações que não movimentam a estrutura da franquia, mas eles fizeram isso sem descaracterizá-la e de uma forma inteligente. Lotso e os outros brinquedos da creche são o outro lado da moeda do tema do filme, brinquedos que foram abandonados pelo seu dono. Esses novos brinquedos deram uma nova vida a Toy Story, se mostrando em duas facetas e criando conflitos até o último momento.

Buzz e Woody continuam com a química de sempre, mas acho que agora ela está mais canalizada. Todos os brinquedos formam a peça principal da história, só sobrando espaço, talvez, pra se sobressair a relação de Woody com Andy e com os outros brinquedos. O que importa é que, e isso eu não senti tanto nos outros filmes, todos os brinquedos são protagonistas, liderados por Woody. Mas Buzz Lightyear não deixou por menos e fez uma grande participação, sendo o paralelo, junto com Jessie, na liderança dos brinquedos de Andy, sem falar que ele mandou muito bem em suas duas novas personalidades, espanhola e malvada.

Toy Story teve de tudo, comédia, aventura, drama, amor e até um pouco de suspense, que foram muito bem entrelaçadas, graças ao ótimo trabalho da direção, no que, pra mim, é o melhor filme do ano, até agora. Um filme divertido e emocionante, feito para toda família ver, elementos que se tornaram difíceis de se encontrar juntos ultimamente.

A franquia foi finalizada magistralmente, com um filme que com certeza ganhará o Oscar de melhor animação, em 2011, assim como ganhou o coração de todos nós, durante essas últimas horas de filme e durante esses 15 anos. Diria até que Toy Story tem fôlego para mais uma seqüência, se o final não tivesse sido tão perfeito. Mais uma vez a Pixar se mostrou corajosa e perfeccionista. Aliás, o entretenimento infantil, surpreendentemente, se tornou uma das poucas coisas em que podemos confiar, hoje em dia.

Vou terminar esse post, antes que eu acabe chorando, mas, pra finalizar, queria dizer:

Ao infinito... E além!



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