sábado, 8 de maio de 2010

Glee: Bad Reputation


Esse episódio de Glee conseguiu ser divertido e diferente dos outros, em que tudo era redondo e “mágico”. É claro que, com um episódio explorando o trash, mesmo eu tendo meio que o olhado torto no inicio, por logo de cara terem deixado claro que o foco da semana seriam músicas “ruins” e, logo depois, terem feito um número com a música Ice, Ice, Baby do Vanilla Ice(?), só podiam ter sido produzidas cenas hilárias, e quando Sue Sylvester está na jogada, não resta a mínima dúvida.


Sue sempre será a personagem mais sensacional da TV, mas eu adorei ver ela sendo zoada em slow motion pelos losers que outrora costumava ameaçar. Isso nos deu uma perspectiva mais humana de Sue Sylvester, sem falar da impagável cena com Brenda Castle, a nova professora do WMHS. E falando nela, suas cenas foram pequenas, mas muito engraçadas. Espero que a personagem apareça outras vezes, cansei de professores bonzinhos contra a tirana da Sue. Seria interessante uma guerra entre serpentes...

E eu preciso falar sobre Sue e sua irmã, Jean. Nossa! A última cena das duas foi uma das mais emocionantes que eu já vi nos últimos tempos (até mais que a morte de Jin e Sun de Lost), justamente por não ir pro melodrama mexicano. Sutileza e humanidade conseguem emocionar muito mais do que seqüências apoteóticas. Humanidade, aliás, vindo de uma personagem que a primeira vista é desumana, torna tudo isso muito mais interessante.

Tenho que confessar que, no início, achei muito freak aquele clipe de Physical (que diferença de Vogue, hein! O AV Club do Artie mandou mil vezes melhor[...]), mas depois entrei no clima e percebi qual era o verdadeiro objetivo do número musical, aliás, do episódio como um todo.

Bad Reputation é um ótimo titulo para o que esse episódio queria falar. Nem tudo que é julgado ruim, de fato é ruim. Afinal, quem gosta do feio, bonito lhe parece. E como disse o Will, a imprensa e vários outros fatores, como a tendência, constroem não só a cena musical, mas como toda a cultura pop. Acho que foi uma bela e divertida homenagem a essas músicas discriminadas, mas que de certa forma fizeram muito sucesso, e por isso também tem seus méritos. Essa foi uma maneira inteligente de trazer um tema divertido e diferente, pois, bem ou mal, metade dessas músicas já era nossa conhecidas.

Não existem melhores vinganças do que as de Sue Sylvester. E ela não podia deixar barato ser humilhada por toda aquela “desprazível” escola. Além de encrencar o Will, acusando o Glee de ter feito o Glist, Sue ainda se tornou a terapeuta de Emma, a fazendo jogar tudo que estava entalado na garganta, a maior parte disso foi a própria Sue que a fez entalar. Isso serviu pra dar um sacode no professor que desde da sua separação está se tornando muito tedioso, sem falar que foi muito engraçada a cena na cantina dos professores, com ela falando que o Will e a velhinha viúva recentemente tinham um caso.
Emma pode ser meio chatinha, meio Sandy, Justin Bieber, o que for, mas eu gosto do personagem dela, pois a mesma contrasta com aquele universo. E os produtores já sacaram isso, tanto, que todos os conflitos dela são gerados por Sue Sylvester. Até agora, Sue e Emma se mostraram uma dupla muito engraçada. As duas estão apagando o Will, por isso acho que seria interessante ter April Rhodes no elenco fixo, pois ele parece não ter mais grandes motivações depois que se separou.

Nossos amigos do Glee Club estão tão revoltados que seus nomes nem ao menos foram citados no Glist, que resolvem fazer um “discreto” show na biblioteca, que é quase como um lugar sagrado para a escola, pensando que isso os tornaria uma lenda. Engraçado que ninguém falou nada, quando Rachel e Finn fizeram aquele showzinho em The Power of Madonna. Segunda vez que eu cito esse episódio, talvez por ter sido quase um paralelo com Bad Reputation. Enquanto o episódio que homenageou Madonna foi todo glamuroso e sem muito roteiro, esse último foi quase uma paródia e, além disso, conseguiu emocionar.

Mais uma vez Brittany mostrou que é a melhor dançarina do grupo, e suas frases continuaram arrasando como é de costume. Ela e Santana foram promovidas ao elenco fixo da série e, na semana que vem, farão um dueto. Eu posso dizer que já sou fã incondicional da loira.

Voltando ao Glist... Além de ser o plot central da semana, ele nos proporcionou o melhor momento do episódio, o interrogatório de Will, especialmente na parte em que ele interroga Kurt, que está de pernas cruzadas e, ainda, cita Law & Order. Eu morri de rir ao ver essa cena e a qual ele enfrenta Sue Sylvester.

Bom, no final, Will descobre que Quinn fez o Glist, o que faz ela desabar pro professor tudo que está sentido e tudo que perdeu, o que a levou a fazer o Glist. Agora a gravidez de Quinn já não está mais tanto “muitas confusões” (Sessão da Tarde), tomando um rumo mais sério (eu acho que Finn ainda assume a criança...). Gosto da Quinn, mas o seu principal papel era de ser a antagonista da Rachel, mas, agora, a loira está numa posição tão ruim quanto a da morena. Sinceramente, torço por ela, mas não sei que caminho pode ser interessante da personagem tomar.

Além de toda essa parte engraçada, Glee retoma àquele plot dos jovens da cidade pequena que querem alcançar a fama, nem que essa seja apenas no seu próprio colégio. Bom, em terra em que ninguém tem reputação nenhuma, quem tem uma má reputação é rei. Mas, quando você finge ser alguém que não é, acaba se tornando essa pessoa. E quem mais poderia se dar mal nesse negócio de fama e reputação do que a pessoa com maior espírito competitivo e vontade de alcançar o estrelato? É, Rachel tanto quis, que acabou conseguindo uma má reputação, mas garanto que ela só vai sentir a parte ruim da mesma.

Nunca gostei muito de Rachel e Finn, pois Rachel é, digamos, pegajosa e Finn é um bocó, ou seja, essa formula não tem muito “gás” sem namoradas grávidas. Eu já preferia antes Rachel e Puck, mas, por causa da volatilidade desse casal, acabei desencanando. Até que aparece Jessie St James, mas não tem como gostar dele, com a sua traição eminente sendo praticamente uma certeza para todos que acompanham a série, mesmo com números musicais legais e tal (Highway to Hell foi sensacional). Mas, então, eis que surge Bad Reputation, e muda tudo.

Rachel nunca teve namorado e sempre esteve sozinha, por isso ela não é uma pessoa que pareça entender dos sentimentos dos outros e não pensou duas vezes em chamar dois ex-namorados, juntamente com o atual, para gravar um clipe, e com ele consegui a desejada má reputação.

Pelo o que eu fiquei sabendo, Run Joey Run não é muito conhecida, pelo menos no Brasil, mas foi hilário ver aquele vídeo tosco e editado no Movie Maker. Aliás, é impressão minha, ou o AV Club do Artie está decaindo na qualidade? Nossa! Foram eles que fizeram Vogue (The Power of Madonna). Vai ver foi isso, gastaram tudo que tinham no número da Sue. Mas todo esse clima trash (proposital, claro) ficou ótimo pra esse episódio, sem falar que o vídeo foi muito engraçado e me surpreendeu, mas não mais do que estava por vir.

A último diálogo de Rachel e Jesse mostrou bem o que o público estava pensando. Rachel diz que esperava que ele partisse o coração dela. Então, Jesse a lembra que ela fez isso primeiro com o dele e que ele abandonou tudo pra poder ficar com ela. Daí Rachel percebe que mesmo não tendo nenhuma reputação, ela o tinha, mas, por causa da sua busca por poder e aceitação, o perdeu.

Podemos dizer que foi uma virada e tanto de jogo, hein! De repente, o vilão eminente se torna a vitima de nossa, e da Rachel, desconfiança. Foi uma surpresa, afinal, quem pensou que o novo casal 20 se desmantelaria tão cedo, sem ser por culpa do próprio Jesse? Mas o mais surpreendente ainda estava pro final...

Total Eclipse of Heart foi uma escolha brilhante para esse episódio. Além de ser uma música romântica, Total Eclipse é algo inesperado de se ouvir em uma série teen de tamanha popularidade. Os que têm uma certa idade podem odiar ou amá-la, mas para os adolescentes ela é só mais uma música romântica dos anos 80, então... Glee consegue fazer o que promete desde lá do início, mostra músicas “micadas” através de um novo prisma. E eu que não sou tão velho me emocionei com esse número musical, e acho que esse foi o sentimento da maioria que o viu, e, pra mim, Rachel e Finn já são coisa do passado.

Por fim, já sou fã de Jesse + Rachel, ainda que com um peso no coração por saber que ele a qualquer momento pode virar o vilão da série para que “o casal do início” fique junto, mesmo os dois nunca terem sido um casal de verdade. Eu não sou o tipo de fã do contra que sempre acha mais legal o antagonista, tanto, que até hoje eu falo que o maior problema de Gossip Girl é Dan e Serena não ficarem junto, mas nesse caso, não tem jeito, nenhum casal supera em carisma Rachesse.

P.S: Talvez Brittany formando um par romântico com o Mike (o Outro Asiático) me faça mudar de idéia...




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