sexta-feira, 14 de maio de 2010
Gossip Girl: It’s a Dad, Dad, Dad, Dad World
Basicamente a trama esteve centrada em Jenny e Serena, e seus respectivos papais. Mas foi o desfecho e o que aconteceu em paralelo a isso o que deu a graça ao episódio.
Blair, junto com os fãs, foi quem mais sofreu com esses tempos tenebrosos da série, por isso ela é como um reflexo do momento em que Gossip Girl está. Nesse episódio, B mostrou o quanto os roteiristas querem mudar o rumo da trama, ou melhor, voltar para o que era antes. Com isso, nos é mostrado uma recaracterização de personagem, mesmo que agora ela esteja mais madura (pelo menos pra isso essa temporada serviu) além de um gancho para a 4ª temporada.
Pois é, iremos voltar ao mundo rico do ensino de elite, ao contrário do que aconteceu na temporada passada, em que migrávamos para a NYU. Até que esse clima menos glamouroso poderia ser legal, mas foi muito mal utilizado pelos roteiristas. Infelizmente, eles não souberam sair da zona de conforto, assim como o Dan da segunda temporada.
Falando em Dan, queria bater palmas aos produtores da série, que conseguiram fazer os protagonistas, durante toda uma temporada, não trocarem nem um olhar mais sedutor. Obrigado mesmo! Mas, ironias à parte, no episódio passado, Dan continuou o mesmo chato que vem sendo, nenhuma mudança no comportamento do personagem. Mas algo melhor aconteceu, Vanessa está de partida (antes tarde do que nunca). Nem com Gossip Girl sendo ambientada na NYU, ela conseguiu se encaixar na trama. Não tem jeito, Vanessa é chata e sempre será, e ela com Dan é a fórmula da bomba da chatisse.
O legal do antigo Dan era o seu contraste com “a elite de Manhatan”. Ser namorado da Serena os tornava um casal interessante, sem falar que ele era envolvido em toda aquela confusão das fofocas e intrigas. Mas agora, Dan se resume a conselheiro de Jenny e Nate, e olha que essa é a parte boa. Só a Queen B. mesmo pra dar um up nesse rapaz.
Chuck é outro que está voltando ao seu amado e antigo jeitinho “nem tão bom, nem tão mal” de ser. No começo da temporada ele era quase uma versão jovem do pai dele, o milionário que proporciona as festas. Depois do golpe da mãe e do tio (que família, aliás), o casal Blair e Chuck deu um enorme passo pra sair daquele relacionamento bonito, mas tedioso. E nesse episódio finalmente ele se encaixou na trama, já que, nos anteriores, estava meio que flutuando na mágoa.
Não podemos negar que o personagem Chuck Bass é o mais profundo e o que mais evoluiu nessa temporada e durante toda a série, sem falar que ele, juntamente com Blair, é o responsável pela reerguida que GG teve nesses últimos episódios. Em It’s a Dad, Dad, Dad, Dad World, ficou mais evidente o caminho que o personagem irá tomar na nova temporada. Claro que vai voltar pra Blair, mas prefiro o Chuck mais manipulador e jogador, e agora, que ele praticamente formou uma dupla com Jenny, parece que o old Chuck (também mais amadurecido) está de volta, e vai desmascarar o Van der Woodsen pai.
Mesmo não gostando da Jenny traficante e ladra de namorados, achei bacana o posicionamento dela nesse episódio, que até me lembrou a Jenny de antigamente, que fazia cagada e depois não sabia onde se meter pra não sofrer as conseqüências. Gosto muito dela, mesmo, às vezes, Jenny sendo meio irritante, e acho que vai fazer falta no início da próxima temporada, assim como Lily fez, nessa.
Eu sinceramente acho que a participação da Vanessa tinha que ter se resumido a um episódio apenas, ou no máximo, na primeira temporada. Ela é um personagem que definitivamente não cabe, e a atriz não ajuda muito. Mesmo os produtores tentando fazê-la emplacar, não adianta, Vanessa já ficou com todos os caras de Gossip Girl, mas não vai fazer a menor falta quando ir embora.
Enquanto Vanessa ganha um destaque que não merece, Erik praticamente foi deixado de lado durante todos esses anos. Aquele plot incrível dele contra Jenny foi solucionado de uma maneira muito sem graça (tinha grandes expectativas para ele). O garoto é um dos mais jovens da série e no primeiro episódio sabemos que ele tentou se suicidar? Sinceramente, pensei que Erik fosse ter maior importância pra trama, ainda mais depois que a Georgina deu um empurrãozinho pra ele sair do armário, mas, na verdade, o personagem só serviu de enfeite esse tempo todo.
Gossip Girl tem a mania de deixar histórias que poderiam ser interessantes de lado. Um exemplo disso é a anorexia de Blair, que nunca mais foi falada.
Mas em It’s a Dad, Dad, Dad, Dad World, Erik teve uma participação que me surpreendeu exatamente por não esperar algo assim. Bom, depois de toda receptividade exagerada de Serena achei que ele também trataria bem o novo/ velho pai. Mas já sabemos que Erik não é ligado muito ao sangue, já que no casamento de Lily com Bart era ele quem aceitava numa boa. Porém, no final, resolve dar uma chance a William, mas, pelo menos, ficou mais crível, né?
Não podia deixar de falar da volta da nossa querida Gossip Girl, que não só narrou o episódio, mas também teve uma importância efetiva nele. Já tava na hora, né? Afinal, como Gossip Girl pode existir sem a própria?
Por fim, estou gostando do jeito como esse último arco está sendo construído, recaracterizando a série que ficou famosa por intrigas e fofoca. Aliás, já deu pra perceber que Serena boazinha + Blair boazinha não funciona muito bem. Eu nunca encontrei nada da Bad Girl em Serena, que era anunciada no Pilot, mesmo com as revelações de Georgina (que voltará para os próximos episódios...) na season one. Lembro-me bem que falavam que Serena era pior que a própria Blair (#medo). Só digo que achei um máximo a última cena, que mostrou que os próximos e derradeiros episódios podem surpreender. E tomara que a surpresa seja boa.
XOXO


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