terça-feira, 25 de maio de 2010

Glee: Dream On


Dream On foi um episódio que falou sobre os sonhos, conseguindo emocionar e divertir, além de números musicais ainda muito bem elaborados. Ora, e não são os sonhos a essência máxima dessa série que está sempre se superando, ainda mais depois de um episódio morno como Laryngitis? Isso mesmo, Glee retornou a um dos seus plot iniciais que é o sonho de um bando de losers de se tornar algo melhor.

Gostei do retorno de Rachel e Jesse. Pode até ser um pouco volátil de sua parte perdoar a namorada tão facilmente, mesmo que só a primeira vista, mas, como disse, logo saberíamos o porque dessa benevolência, afinal, ele também não estava sendo muito sincero com ela. Então, finalmente descobrimos qual é a verdadeira intenção de Jesse em namorar a (muito) jovem Rachel (1994?). É claro que, como Glee é o mestre dos clichês, seus amor superou as verdadeiras intenções, mesmo não deixando de cumprir seu objetivo, o que poderia ter feito na noite em que quis desvirginá-la...

Quem diria que a diretora do Vocal Adrenaline seria a mãe de Rachel? Eu. Sim, desde o momento em que a vi, notei a muito perceptível semelhança entre as duas, mas, com o passar do tempo, deixei essa teoria de lado, afinal, já estava quase certo que Jesse estava ali para derrubar o New Directions nos Regionais. Mas nada me tira da cabeça que essa era a idéia inicial e que, os produtores percebendo a química que Jesse tem com Rachel, sendo um casal muito mais carismático que ela e Finn, e a semelhança que eu também tinha notado, resolveram mudar o rumo da história, pois, desde o início, me pareceu que não tocariam no assunto maternidade tão sedo e que a própria Rachel não se importava muito com isso.

Claro que foi clichê “a mãe arrependida de ter abandonado sua filha voltar, depois de muito tempo, querendo reencontrá-la”, mas, confie em mim, quando digo: podia ter sido muito pior. Pelo menos, conseguiram fazer isso de uma maneira sutil e não apelativa, além de muito emocionante. Se "I Dreamed A Dream" já não fosse tão micada, graças a um certo YouTube, até que rolariam umas lágrimas... Mas também não sou tão insensível assim, afinal, não é difícil ficar com pena da Rachel.

Outro que emocionou foi Artie e seu sonho de se tornar um dançarino, além de voltar a andar. Ele, junto com Tina, tentou fazer uma apresentação de sapateado, mas, percebendo que não conseguiria, desiste de seu sonho. Então, Tina tenta reanimá-lo, dando esperanças que algum dia ele ainda poderá andar, mas Emma, mais uma vez, destrói as esperanças do garoto.

Acho a trama de Tina e Artie divertidinha, mas muito depressiva. Será que um cadeirante não poderia ter outro objetivo que não fosse voltar a andar? Foi bonito o último número musical, mas acho que os produtores se sentem muito acomodados pra tentar dar a Artie uma história menos previsível, afinal, desde o começo do episódio, meio que já sabíamos onde isso terminaria. Acho que, agora, devem expandir os horizontes de Artie e Tina, assim como seria repetitivo demais voltar a abordar que Mercedes não se encaixa nos padrões de beleza e a homossexualidade de Kurt.

Podemos dizer que o personagem principal nesse episódio foi Will e o seu antagonista, Brian. O que Glee tinha deixado subtendido era que Mr. Shu era um o Finn 1.0 e sua esposa Terri, a Quinn, em seu tempo de escola, mas já fazia um tempo que o personagem andava chato, então, imagino que os produtores resolveram dar um “algo a mais”. Para isso, Will não é mais o garanhão de outrora e sim um loser, assim como seus discípulos, que invejava, esse sim o verdadeiro pegador e popular, Brian. Foi legal essa mudança? Foi, sim, já que um dos pilares que ajudaram na construção do Glee Club foi o frustração do professor de espanhol.

Will foi obrigado a desistir de seus sonhos porque se casou com Terri, então, como o professor estimularia seus alunos a não desistir dos seus? Creio que essa resposta já foi respondida pela série, mas mais uma vez Glee volta com esse plot, e digo que foram bem sucedidos em o fazer.

Brian é infinitamente parecido com Will (espero que não sejam irmãos...). Não é só na cor do cabelo que os dois contrastam, Will e Brian tem a mesma sede pelo sucesso, mas são totalmente diferentes no modo como tratam seus próprios sonhos. Eu acho que é nesse ponto que surge a química entre essa dupla, que teve cenas engraças, especialmente Brian... Penso que Will nunca esteve tão Rachel, mas, graças a Deus, Dream On não cometeu o mesmo erro de Acafellas.

Glee também não deixou de ser competente no humor, com cenas hilárias como as de Sue Sylvester, que mais uma vez provou ser sensacional em qualquer coisa que faça, e Brenda Castle no clube de apoio aos cantores fracassados, formado por Brian. Sabe que, enquanto assistia essa cena, me veio uma coisa na cabeça, daria um spin-off muito engraçado uma série sobre a juventude de Will, não é? Uma escola com Brian, Brenda Castle, April Rhodes, além de Will e Terri, só poderia ser uma zona...

Por fim, o novo elemento introduzido nesse episódio deu, definitivamente, o "algo a mais" a série que, como disse na review do episódio anterior, já estava se tornando repetitiva. Mas Glee ainda tem muito que evoluir e tenho certeza de que irá, aliás, foi renovada pra terceira temporada, então, será obrigada a isso, se não quiser se desgastar.




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