terça-feira, 18 de maio de 2010
Glee: Laryngitis

Laryngitis foi bom, mas fiquei esperando alguma coisa acontecer durante todo o episódio e não aconteceu. Não sei se eu não estou mais tão no clima de Glee assim, mas acho que está ficando repetitiva a fórmula, como se vários episódios não fossem fazer falta daqui um tempo. Claro que a série ainda me agrada, só acho que ela está com muita cara de preliminar e não está mostrando o show de verdade.
O que mais se destacou nesse episódio foi o casal mais amado da série, como eu já falei, Mercedes e Kurt. Ele, ainda vivendo a trama mais longa que a série já teve, o conflito com a sexualidade e seu pai, e ela, formando um casal inusitado.
Glee é uma mistura de estereótipos pura, já que se passa em uma das escolas mais clichês da galáxia. Populares, nerds, e losers sempre se contrastaram na série e, algumas vezes, trocavam de lugar. Foi isso que aconteceu com um dos personagens mais queridos, pelo menos pelas meninas, Puck, mesmo que ele nunca tenha ganhado muito destaque.
Acho legal como Glee consegue humanizar todos os seus personagens, mesmo que eles hajam de maneira controversa. Gostei também da forma como foi inserido o casal Mercedes e Puck, nada forçado (ou quase), sem muita apelação. Mas foi a maneira com que finalizaram isso, que me incomodou. Foi bacana a decisão da Mercedes de sair das cheerios, mas bem que poderia haver alguma continuidade nisso, pois vai ser quase um milagre que nos próximos episódios voltem ao assunto. E deu pra ver que não só o casal teve química em seu número musical, como Santana mandou bem no dueto com Mercedes. Outra coisa boa do episódio foi a posição de Quinn (agora sabemos onde ela está morando). Penso que a personagem está encontrando um novo lugar na série, mesmo que ainda esteja um pouco apagada.
A história de Kurt foi uma das mais visitadas e finalmente parece que se finalizou. Gostei da forma com que isso aconteceu. Esse arco foi o responsável pela inserção da maior parte do drama que Glee contém. Kurt consegue se sair bem em seus números musicais, mas nunca enche a tela como Rachel ou Mercedes, sendo que Rose’s Turn foi sua melhor apresentação solo até agora. Ainda bem que ele se entendeu com o pai, o personagem já estava se tornando antipático. Mas valeu o seu rápido "romance" com a Brittany.
A coisa que eu não gostei é que tiraram todo o foco que eles haviam dado pra Rachel e Jessie (que nem apareceu) e voltaram para o casal Rachel e Finn, que até mandou bem em seu número de Jessie’s Girl, mas ainda está faltando um pouco de emoção, ou até mesmo simpatia por parte do casal, o que não consegue pela sua volatilidade. Rachel e sua perda de voz apareceram pouco, sendo que eu acho que tudo isso aconteceu para culminar naquela última cena, então, o show mesmo ficou nas mãos de Mercedes e Kurt, que não conseguiram segurar a peteca assim como em Home. Sei que Laryngitis quis dar uma profundidade a mais em Rachel, Kurt e até mesmo Puck, mas isso poderia ter sido feito um pouco menos engessado.
Sue apareceu pouco, mas muito bem. Como a treinadora das cheerios, ela fez o seu papel de professora ao aconselhar os dois mais novos membros da sua equipe, Mercedes e Kurt. Com Kurt foi uma cena impagável. Como uma pessoa que é simplesmente direta e franca consegue ser tão singular e surpreendente? Sue Sylvester é minha personagem favorita. Já a cena com Mercedes foi rápida, mas também divertida.
Acho que faltou algo a mais para que esse episódio fosse sensacional. Talvez tenha sido como os demais, mas confesso que já está um pouco cansativo. As músicas foram boas, mas também nada de excepcional. O maior exemplo disso foi o último número musical que foi tão parecido com outras coisas que já vimos em Glee, exceto por Rachel e Fretter, que com certeza não será lembrado.
Glee continua mantendo o grau de qualidade, mas será que não está muito acomodada? Ela é uma série que, assim como várias outras que começaram com um formato fechado, tem muito que evoluir, mas continua nos proporcionando um grande show. Espero ansiosamente pelos Regionais e pela season finale, para ver qual será o rumo que a série tomará depois disso.

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