quinta-feira, 6 de maio de 2010

Glee: Home

Chega de números musicais apoteóticos (pelo menos, parcialmente)! É hora de se aprofundar nos personagens e colocar um pouco de drama na fórmula de Glee, deixando Rachel um pouco de lado (ela ficará bem, a menos que enjoe de estar enroscada em Jesse o tempo todo) e dando espaço pro casal mais amado da série, Mercedes e Kurt, além da volta de uma velha conhecida.

Brittany está roubando a cena. Ainda não sei se ela canta bem, mas deu pra ver que é uma das melhores, quiçá a, dançarinas do New Directions, pelo número do Express Yourself. Pelo menos, ela é a que teve mais expressão nele. E não tem como negar que suas frases são sensacionais. Quase cai vendo ela dizer que tava namorando um menino de 7 anos, ainda por cima, com cabelo de Madonna. Aliás, Brittany e Santana foram promovidas ao elenco fixo da série.

Acho Kurt e Mercedes o “casal” mais divertido de Glee, porque eles são uma espécie de sintonia com o telespectador (assim como o Huurley é com Lost). Um exemplo disso é a Mercedes ter falado que só serve pra gritar a última nota e que o Will nunca dá os solos pra ela e Kurt, e ele dizer que, quando a Rachel canta, temos vontade de incendiar nosso próprio corpo e que ela e o Jesse querem ser os próximos Beyonce e Jay-Z. Eles merecem uma atenção especial, e ambos se saíram muito bem com seus respectivos números musicais, especialmente o de Mercedes e sua pequena introdução (sensacional). Pergunta: virou regra no Glee Club cantar olhando pro Finn?

Will, no começo, era um cara legal, correndo atrás do sonho de adolescência, mas, agora, ele se tornou um chato. A Emma é chata, mas a chatice dela é proposital e engraçada, já o Will está meio que apagado pela sua oponente, Sue Sylvester (quem não ficaria?). Nada melhor do que chamar a personagem mais pra cima que tem, April Rhodes, pra dar um sacode no cara.

Confesso que não gostei da April em sua primeira aparição. Mas até que em Home simpatizei mais com a personagem. Alguém, além de mim, notou a diferença? Ela está mais carismática, menos over do que antes. E, no meio de um “dramalhão” e de adolescentes (e certos professores) confusos, é bom ver alguém que vai direto ao ponto, desinibida de pudores. Apesar de ser um pouco caricata e de eu ter gostado mais dos seus números do outro episódio, Rhodes é divertida.

Finn é tão tosco que consegue ser engraçado. Ele é muito, muito idiota, mas eu penso que seja essa a graça do personagem, afinal, todo mocinho de série teen é tapado, e como o que faz Glee ser divertida é ela levar todos os clichês ao extremo...

Achei legal colocarem um pouco de drama, tava faltando mesmo. Pelo fato dos adolescentes serem, na maioria das vezes, muito idiotas (como o Finn), acabam esquecendo que existe um mundo além daquele que eles chamam de seu. Nossa! E a mãe do Finn deve ter sofrido muito criando um guri tão idiota. Acho legal que ela se acerte com o pai do Kurt “Maquiavel” Hummel. Alias, que papelão que o Kurt fez sentido ciúme do pai com o Finn, sendo que os dois tinham acabado de se conhecer. Mas isso é compreensível, afinal, quem já não ficou com ciúmes por motivo idiota e, pro Kurt, ele tava perdendo o pai e o Finn. Pergunta: quem achou que o Kurt e a mãe do Finn iriam bater autos papos, lá na cena do restaurante?

Sue Sylvester, essa sim é diva. “Não como nada sólido desde 1987”. Em cada diálogo seu, eu fico tenso esperando ouvir frases como essas e, em The Power Of Madonna, era quase como um Stand Up da Sue. Essa mulher consegue ser sensacional de qualquer jeito. Não tem como não gostar dela.

Meu maior medo desde que Glee voltou não se concretizou. Os personagens secundários não foram deixados de lado, enquanto focam só no triangulo Jasse-Rachel-Finn. Falando nisso, reparei que Finn e Quinn trocaram de lugar com Rachel e Jasse. Agora, é Rachel e Jasse que são meio que o casal 20 da parada...

Mercedes mostrando a pressão que os jovens sofrem para estarem de acordo com as regras de aparência foi emocionante. E Quinn (onde será que ela ta morando?) parece ter mudado, porque ajudou a nossa amiga a se reencontrar, desabafar para todo o colégio e enfrentar a temível (e amável ao mesmo tempo) Sue Sylvester, que no final até aprendeu uma lição, mesmo que temporária. Beautiful arrasou, mostrando que, apesar dos pesares, Mercedes estava certa em querer ser uma Cheerio, já que o que ela mais quer é se encaixar e o Will não a estava dando essa oportunidade no Glee Club.

Espero que a série continue assim!

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